Reflexões crônicas. Pensamentos imperfeitos.

Monday, January 29, 2007

Hoje é um novo dia...

2007 pode acontecer sem saudades...Mas uma vida não existe sem lembranças...
Eu sou parte de você e sabes disso... Fomos amigos enfim.

Por que certas coisas não mudam...

"Peço perdão a Deus, em minha constante prece mental, pela intolerância e intransigência, mas sou assim, um tanto quanto facista, e quando não suporto, eu não suporto, há de se fazer muito para mudar-me de idéia.

E Estou sem paciência para esperar que mais esse milagre aconteça... Esperar por mais uma milagre, seria cansativo demais para a minha alma fugidia..."

Publicado em 28/02/06 no meu antigo livro de catarses, o meu anti-flog: www.flogao.com.br/tamarafreire

Diversão

Eu não contei à ninguém que voltei com o blog.
Escrever aqui é pura catarse, não faço questão de platéia...
Na verdade, para os perguntam eu reafirmo que nunca mais olhei para a cara desse blog...

- Não por acaso, catarse me lembra catarro, e você que ocasionalmente me lê ou me leu, deve saber que exteriorizo meus vírus e males, mesmo que subconcientemente... -

Na verdade eu não sei se existe esse alguém que me lê. Não acompanho mais o contador desde o dia em que Jornalismo Digital se tornou uma matéria realizada para mim (tirei 9,6 a propósito, muitíssimo para alguém que não respeitou nenhuma regra). É verdade, não faço questão de platéia!

Se não houver ninguém melhor ainda, posso chamar você, você mesmo, de PUTA. Ou você aí, de BICHA! Ou ladrão, ou maconheiro... Poderia, na verdade, se Deus não estivesse me vendo...

Tsc, tsc... que mente doentia...

Monday, January 22, 2007

Ontem

Queimar fotos é um querer desumano. A destruição de uma ilusão, de quem continua pensando que pode guardar certos momentos. Eu, ao me libertar, acredito. Que posso queimar os momentos, assim como queimo as fotos.

Uma completa falta de bom-senso. Queimo momentos que sequer foram meus. Bons ou ruins, não foram meus. E meu egoísmo chega a seu ápice. Destruo, o que há de individual, por um copo de ilusão em cólera. Tudo não passa de cólera.

Eu sou uma mente doentia. Não gostasse tanto de bichos sairia a matar pessoas. Matar suas ilusões, falsas verdades, individualidades. Meu Deus, não vêem todos, que é tudo mentira!

E assim, eu ponho fogo na casa. Essa casa mal sustentada que é meu espírito. Pinto o cabelo e as unhas, e queimo fotografias. Mas há algo no fundo que me consola: de tão vulgar e de entranhas tão grotescas, se eu fosse um filme, seria Almodóvar.

A metade

Quando olho no espelho, vejo em meu rosto a pequena convulsão de um conflito, o mal-estar de não entender o que sinto, o de precisar trair sensações contraditórias por não saber como harmonizá-las. Fatos irredutíveis, mas revolta irredutível também, a violenta compaixão da revolta. Sentir-se dividido na própria perplexidade diante do fato de não poder esquecer, nem entender.

Porque quem entende desorganiza. Há alguma coisa em nós que desorganizaria tudo - uma coisa que entende. E eu, justamente por não entender, organizo. O que vem de mim, e o que vem dos outros. O que machuca e o que me faz rir de histeria e desgraça. Todas as coisas em pastas e subpastas, como um arquivo de computador.